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42. Plano de Agni (Agni-loka)

Agni é a manifestação mais pura do renascimento cíclico sem fim da mesma essência divina. O fogo é espírito, alma e corpo ao mesmo tempo. Todo este mundo, repleto de diversos seres e fenômenos, inclusive o homem, nasceu do Fogo Divino. A imagem da divindade, simbolizando o fogo, tem três faces, representando três tipos de fogo: pavaka - fogo elétrico, pavamana - fogo decorrente do atrito e shuchi - o fogo dos deuses, chamado Vaishvanara no Rigveda - um fogo magnético vivo que permeia todo o cosmos. A palavra Vaishvanara também é freqüentemente usada para se referir ao Eu Superior.

O jogador que entra no Agni Loka está pronto para assumir a forma como resultado do nascimento. Agni é o deus do fogo. O fogo é a manifestação grosseira da energia. No corpo, esse fogo é a própria vida. É amor e uma sensação de segurança. O fogo protegia as pessoas do ataque de animais silvestres na época em que viviam na gruta. Mas o fogo é apenas uma das manifestações de Agni. Junto com os elementos ar e água, participou da formação da Terra e é o progenitor de todas as formas existentes. O fogo também serve como fonte de luz, que é uma combinação de cores. Assim, o fogo é a fonte tanto das cores quanto das formas que compõem a essência do mundo das aparências.

O fogo é uma manifestação grosseira de energia, seu condutor. O jogador que entra neste plano entende que seu corpo também é apenas um meio. É por isso que o fogo é visto como um mediador entre o homem e Deus. Todos os rituais religiosos são realizados na presença de Agni como testemunha eterna. E como a divindade do fogo, Agni, é um reflexo da natureza humana, o jogador percebe a impossibilidade de autoengano, pois a testemunha está sempre presente. O jogador que está prestes a assumir uma nova forma o faz sabendo que o papel que desempenhará deverá estar de acordo com os ditames das leis planetárias. Quaisquer desvios levam ao autoengano, e isso inevitavelmente acarreta uma diminuição nos níveis de energia.

A mitologia hindu conta como um dia Agni decidiu explorar o universo. Ele assumiu uma forma como o ar e viajou pelo universo em uma pétala de lótus. Mas depois de um tempo ele se cansou e começou a procurar um lugar para descansar. Logo ele viu um ninho na superfície das águas eternas. Neste ninho ele acendeu seu fogo. As águas eram as esposas de Varuna, outra manifestação de Agni.

O fogo divino se acendeu com o desejo por essas mulheres, e logo elas estavam prontas para a relação sexual. Agni derramou a semente e ela se tornou terra. Assim, nosso planeta é criação de Agni, nascido do fogo que ele acendeu no meio do ninho. A ciência moderna afirma que a Terra já foi uma bola de fogo (Agni). A água resfriou a superfície da Terra, o que criou a possibilidade do surgimento da vida. Mesmo agora, o fogo permanece no núcleo do planeta, manifestando-se em erupções vulcânicas que ejetam lava incandescente das profundezas da Terra. Quando este fogo interior morrer, a vida neste planeta cessará.